domingo, 13 de abril de 2014

Social media e análise transacional


O livro Eu estou OK, você está OK, do psiquiatra norte-americano Thomas Harris (apoiado na teoria da Análise Transacional desenvolvida por Eric Berne) é um dos precursores dos livros de autoajuda.

Tive a oportunidade ler este livro no meio dos anos 70. Mais precisamente no início de 1977. Lembro-me da forma simplificada, e por consequência facilmente entendida, com que era apresentada, a “problemática” da comunicação humana. 

Segundo o autor, utilizamos basicamente três canais de comunicação: pai, adulto e criança. Ainda de acordo com Mr. Harris, os problemas surgem quando os interlocutores usam canais diferentes. Se alguém, por exemplo, está sustentando uma conversa usando os canais “pai ou adulto” e o outro responde usando o “canal criança”, a “coisa” não termina bem. Tipo falando: Vc não deveria roer as unhas! E a resposta vindo desta maneira: Tem gosto de chocolate. Quer provar? 

Enfim, a conversa só progride em bons termos se no mínimo um dos dois consegue habilmente alternar os canais para não se perder. Mais do que isso, deve ter a habilidade de voltar ao canal inicial para concluir o ponto fundamental da conversa. Mesmo que seja necessário alternar de canal várias vezes. Tudo bem tem situações em que deve dar um trabalho danado. E aí se vai de vez para o “canal criança” e dá no que dá.

De 1977 para cá muita coisa mudou, mas desconfio que os famosos canais ainda sejam usados. Mais do que isto, imagino que o “canal criança” tenha sido o que mais se adaptou aos novos tempos de uso de mídias sociais de forma desenfreada e absolutamente sem qualquer tipo de controle, onde cada um diz as bobagens que bem entende (quase sempre não entende nada).

Sempre chocam alguns comentários postados por internautas em situações de acidentes, catástrofes e crimes hediondos. Sofridos pelos outros, é claro. Na maioria das vezes a intenção foi fazer piada. Infeliz, mas usando, é óbvio, o “canal criança”.

Imagino agora como deve ser difícil a vida dos profissionais de mídia social de empresas e corporações que se veem, por absoluta obrigação, a monitorar e, mais do que isso, interagir dando respostas aos idiotas que fazem comentários usando o “canal criança”.

Não podem responder (embora devam morrer de vontade) usando o mesmo canal. Então, bora lá mudar de canal e mandar resposta no “canal adulto” (“canal pai”, nem pensar). Senhor Fulano, entendemos a sua indignação, mas gostaríamos de ........... blá, blá, blá. 
O duro deve ser ler a resposta da resposta que deve vir no canal “criança plus”. 
 
Eu não estou OK. Vc está OK?

 

sábado, 12 de abril de 2014

Tudo terminou num "pie chart"

Hoje é assim:


 (43.544_strip by Scott Adams)


Mas começou assim:

A figura abaixo representa o que é considerado o primeiro gráfico organizacional feito, lá pela metade dos anos 1800, para tentar identificar problemas operacionais da empresa Erie Railroad, que devido ao crescimento da sua malha ferroviária (mais de 500 milhas!) sofria de "desorganização".
 Os conceitos de big data e data mining não eram ainda empregados, certo, mas a necessidade de gerenciar a informação era crucial e exatamente como é ainda hoje. A peça é uma obra prima de design e fornecia as informações necessárias aos gerentes.
Hoje temos mais facilidade para tratar dados, mas criamos o famigerado “power point presentation”. OOOH! A pie! It must be true!



sábado, 22 de fevereiro de 2014

A física do Curling


As “chaleiras” do Curling são feitas a partir de um granito especial lavrado numa ilha, na costa da Escócia, chamada Ailsa Craig e que em Gaélico quer dizer “Elizabeth´s rock”.

Até aí tudo bem. Só que, parece que o movimento peculiar de rotação dessas peças no gelo intriga os físicos por mais de quatro séculos.

Isto quer dizer que físicos estão estudando o movimento do curling? Olha só que perigo. Já pensaram se físicos ou, pior, físicas, resolvem a equação e passam a jogar melhor do que os outros.

Não. Definitivamente não. Melhor deixar que o segredo continue sendo divina e exclusivamente agraciado às belas musas que a cada quatro anos aparecem na nossa telinha.



domingo, 17 de novembro de 2013

Main Streets Across the World - Custo de aluguel de lojas no mundo

O site Cushman & Wakefield publicou o rank do custo de aluguel de lojas mais caros do mundo (Main Streets Across the World - 2013-2014). O rank é por país, cidade, local e custo de aluguel do metro quadrado por ano. Os valores são indicados em Euros/m2 e em USD por "square feet". Marreta alterou a tabela para USD/m2 e também acrescentou uma coluna em R$/m2.  Todos em m2/ano.

São Paulo aparece na posição 14 (a única da América Latina entre os 20 primeiros) com a bagatela de cerca de R$10.000 por metro quadrado por ano. Ou seja, um loja de 100 m2 vai custar R$1.000.000 por ano ou cerca de R$83.000 por mês.

No topo da lista, uma loja em Hong Kong com 100 m2, vai custar mais de R$20.000, por dia!


Marreta Russa II

Parece que na Russia quando se quer dar um recado do tipo "estas coisas não se fazem por aqui", sempre que alguém tenta, é preso com a mesma acusação e recebe a mesma pena: vandalismo e prisão na Sibéria.

Foi com o pessoal do greenpeace. Agora o cara que pregou os testículos (dele) na praça vai ser acusado do mesmo crime e provavelmente irá para a Sibéria. Fico imaginando se ele tivesse pregado "os de outrem". Não consigo imaginar do que seria acusado então. E muito menos a pena que receberia.

Marreta (e todos vocês) pode não concordar (muito) com este "rigorismo penal", digamos assim, mas temos de admitir que existe uma certa coerência nisto tudo. Estas coisas não se fazem por aqui! Coerência que faz falta, as vezes, em sistemas judiciários de alguns países.

Repetindo: pode ser de titânio e o cabo de kevlar, mas ainda é uma marreta. Bem pesada. E sabe ser usada com maestria. Pense duas vezes antes de invadir plataformas alheias ou de pregar os próprios testículos em praça pública por lá. Vandalismo e prisão na Sibéria. Além de (doloroso) traumatismo escrotal, é claro.

domingo, 10 de novembro de 2013

Marreta Russa

"Pintor prega testículos em protesto contra governo russo em Moscou".


 Precisa dizer mais alguma coisa?

Marreta estava em período sabático mas ao ler uma notícia dessas é impossível não reagir. A verdadeira marreta russa ou marreta no russo.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Mundo corporativo

É sempre assim. Quando uma corporação, criminosa ou não, se sente ameaçada, os donos saem das sombras e assumem o comando. Nomeiam alguém "de confiança" e voltam para a sombra. Fiquei um pouco decepcionado comigo mesmo. Como não enxerguei antes? O poder dos jesuítas na América Latina, que foi e ainda deve ser uma importante fonte de renda e poder da corporação, não podia ser menosprezado. Os donos apareceram e nomearam alguém de sua confiança. Pelo menos nos sobrou um consolo. Não é brasileiro. Ser "de confiança" da "corporação" não é uma boa credencial.